<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577</id><updated>2012-01-28T08:16:52.712-08:00</updated><category term='prévia'/><category term='narrativas'/><title type='text'>dedos nas bordas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-2909591068329634150</id><published>2009-06-07T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T10:10:41.966-07:00</updated><title type='text'>O Homem Revoltado</title><content type='html'>"Por mais confusa que seja, uma tomada de consciência nasce do movimento de revolta: a percepção, subitamente reveladora, de que há no homem algo com o qual pode identificar-se, mesmo que só por algum tempo. Até então, essa identificação não era realmente sentida. O escravo aceitava todas as exações anteriores ao movimento de insurreição. Muito frequentemente havia recebido, sem reagir, ordens mais revoltantes do que aquela que desencadeia a sua recusa. Usava de paciência, rejeitando-as talvez dentro de si, mas, já que se calava, mais preocupado com seu interesse imediato do que consciente de seu direito. Com a perda da paciência (...), começa ao contrário um movimento que se pode estender a tudo o que antes era aceito. Esse ímpeto é quase sempre retroativo. O escravo, no instante em que rejeita a ordem humilhante de seu superior, rejeita ao mesmo tempo a própria condição de escravo. O movimento de revolta leva-o além do ponto em que estava com a simples recusa. Ultrapassa até mesmo o limite que fixava para o adversário, exigindo agora ser tratado como igual. O que era no início uma resistência irredutível do homem transforma-se no homem que, por inteiro, se identifica com ela e a ela se resume. Coloca esta parte de si próprio, que ele queria fazer respeitar, acima do resto e a proclama preferível a tudo, mesmo à vida. Torna-se para ele o bem supremo. Instalado anteriormente num compromisso, o escravo lança-se, de uma vez (...), ao Tudo ou Nada. A consciência vem à tona com a revolta&lt;br /&gt;    Mas vê-se que ela é consciência, ao mesmo tempo, de um tudo, ainda bastante obscuro, e de um "nada" que anuncia a possibilidade de sacrifício do homem a esse tudo.  O revoltado quer ser tudo, identificar-se totalmente com esse bem do qual subitamente toma consciência, e que deseja ver, em sua pessoa, reconhecido e saudado - ou nada, quer dizer, ver-se definitivamente derrotado pela força que o domina. Em última instância, ele aceitará a derradeira derrota, que é a morte, se tiver que ser privado desta consagração exclusiva a que chamará, por exemplo, de sua liberdade. Antes morrer de pé do que viver de joelhos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Camus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pp. 26-27, Record, 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-2909591068329634150?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/2909591068329634150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=2909591068329634150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2909591068329634150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2909591068329634150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2009/06/o-homem-revoltado.html' title='O Homem Revoltado'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-5148107754305003424</id><published>2009-06-06T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T06:56:38.811-07:00</updated><title type='text'>Uma Breve Fala Sobre o que Aflige - II</title><content type='html'>Imagino um campo em que a grama seja tão vasta quanto o mar para um navegante. Mas em vez de uma superfície que se estende, há o mais tortuoso relevo, em que correr cansa e ficar parado desespera. Imagino que todos acordaram e descobriram a respiração ali. Imagino que um dia tenha sido eu. De tanto caminhar, encontrei um duende com a cor de tudo, que se não fosse por sua bata vermelha, haveria de se camuflar. Indago a ele: “Por onde ir?”. Ele responde que sabe bem. Se sabe, exijo que conte logo. “Mas é necessário me dar o que há de mais valioso”.  Paro: “E o que é?”. O duende me fita. “Não se preocupe. Feche os olhos e eu o apanharei sem nem lhe tocar”. Até o momento eu não refletira de que possuía algo assim, minha única preocupação era achar o que fosse. Olho para mim e pergunto onde o que vale algo se instala. Nenhum pedaço da minha pele indica. Sei que se simplesmente o cedesse, não lhe sentiria a falta, já que o desconhecia de antemão. Aconteceria em um instante, sem pânico ou incômodo posterior. E ao fazê-lo, como tantos devem ter feito na dispensa de grandes culpas, ganharia a informação que enfim me levaria a um abrigo. Talvez a uma cidade onde haja todas as pessoas, que nunca vi, mas pareço conhecer. Entretanto, por abarcar que em algum espaço de mim há um grande valor, já me sinto na obrigação do seu zelo. Ter algo e cedê-lo sem antes encará-lo. O desconforto aparece, qual o reconhecimento da força. Não, é o próprio reconhecimento da força, mesmo que fundado no mistério. O duende me aguarda. Olho para o campo, aberto e talvez infinito. Seguiria por ele para ao menos guardar o que me compõe e tampouco sei o que é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-5148107754305003424?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/5148107754305003424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=5148107754305003424' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/5148107754305003424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/5148107754305003424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2009/06/uma-breve-fala-sobre-o-que-aflige-ii.html' title='Uma Breve Fala Sobre o que Aflige - II'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-8657954161004737053</id><published>2009-06-06T19:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T19:42:00.930-07:00</updated><title type='text'>Uma Breve Fala Sobre o que Aflige - I</title><content type='html'>Há um tempo, que não me importa mais precisar, toda vez que me lanço uma pergunta honesta, vejo nela e atrás dela, a verdadeira, a pergunta das perguntas: o que fazer? Já não posso ignorar a frequência em que tem aparecido. Provavelmente, com a mesma dimensão numérica em que se acumulam as respostas. Tantas, e todas um desvio. Deveria haver uma apenas, mas não metafisicamente, como uma verdade que paira inacessível em essência, mas uma em que eu acreditasse tanto que logo se fizesse única na pureza de sua força. Minto ao dizer que não sei qual ela é em mim, como também me engano ao dizer que sei, pois ela ainda não me representa, ainda não permiti por todo que ela me representasse. Porém a conheço, a intuo. Quando pondero com mais seriedade, ela se sobressai. Só a rejeito porque ela guarda o perigo que o mundo instala, um perigo que me obriga a adaptá-la em inúmeras respostas. Penso às vezes, com positividade, serem somente variações da única, só que não, são outras e me levam a outro lugar. A resposta se quer bruta e se quer realizar como é, por isso me cobra mês a mês, em forma de qualquer pergunta. Como valer enfim a resposta que se tem é a angústia, o estar diante do perigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-8657954161004737053?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/8657954161004737053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=8657954161004737053' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8657954161004737053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8657954161004737053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2009/06/uma-breve-fala-sobre-o-que-aflige-i.html' title='Uma Breve Fala Sobre o que Aflige - I'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-6251891762263351698</id><published>2009-03-25T13:03:00.001-07:00</published><updated>2009-03-25T13:06:48.942-07:00</updated><title type='text'>A Experiência de 68</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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 &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 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O Maio de 68 não foi um movimento de política estudantil no sentido formal, embora isso também tenha se inserido, não foi um estopim patrocinado pela esquerda soviética ou maoísta, embora isso também tenha participado, tanto diretamente, quanto pela sua áurea de oposição que contaminava à época, mas foi justamente um movimento existencial. Não aconteceu para a revolução comunista, o que inclusive motivou críticas do Partido, que, sem entender o que ocorria, chamou aquilo tudo de uma grande baderna. Não aconteceu para a tomada do poder, pois mesmo tendo conseguido parar a França e fazer De Gaulle fugir com o temor de ser deposto, não houve uma investida sincera para tal. Não aconteceu para pedir grandes reformas, embora alguns segmentos sociais tenham aproveitado a situação para conseguir reajustes e melhorias. O poder estava vazio, não parecia interessar por ora. A vontade era presenciar uma existência de extrema humanidade e sem qualquer tipo de burocracia, a partir do ponto em que uma insatisfação pura de viver sob a ordem se instaurara em cada um. A busca, que ultrapassava o niilismo ou alguma perspectiva pessimista para todo e qualquer tipo de interação, se fazia no encalço de uma conjuntura social em que o homem pudesse desenvolver ao máximo sua potência e alcançasse uma plenitude diante de sua própria dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O filme Zabriskie Point (1970), de Michelangelo Antonioni, funcionou como uma alegoria e uma análise para este momento. Na estória, um rapaz atira num policial durante uma ocupação estudantil da universidade e foge. Ao sair do esconderijo, caminha até um aeroporto de aviões de pequeno porte, pula o muro e rouba um. Ao mesmo tempo, uma secretária pega um carro num dia de trabalho e escapa para as estradas da Califórnia. Os dois terminam por se encontrar, um no chão e o outro no céu. Em determinado momento, estão lado a lado e caminham pelo deserto, rindo, sujos de areia, até chegarem à beira de uma grande vala, onde há um terreno árido, formado apenas por erosão.  É o Zabriskie Point, onde eles descem e se beijam, onde imaginam uma multidão de casais, nus, fazendo o mesmo. E aí que está o ponto que Antonioni traz à tona sobre a conseqüência do Maio de 68: a visão do nada. Para além da atual organização, para além da postura que o homem assumiu para si como um modelo de estar no mundo, há somente uma vala árida no meio do deserto. Viver à margem deste processo assim como ele se encontra é consentir em viver onde ainda não há nada. Tanto que no final do filme, que é entardecer, os dois se despedem, ele volta para a morte e ela para casa, entendendo que haviam chegado ao limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A experiência de 68 não deixou apenas alterações comportamentais. Também há nela a herança de uma extensão de mundo, da radicalização de todos os conceitos modernos e o que sobra disso. Não há como acusar os estudantes franceses e os jovens operários que aderiram de um gratuitismo que desembocou em outro. Às vezes é preciso causar todos os prejuízos como paralisar um país e levantar camadas de absurdo para o ar não para se mudar concretamente as coisas, mas para se chegar a uma pergunta essencial que toca todo o nosso destino.  E no caso, a que ficou de Maio de 68 poderia ser: de que forma chegaremos a um modo de vida que privilegie o homem se experimentar por inteiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-6251891762263351698?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/6251891762263351698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=6251891762263351698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6251891762263351698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6251891762263351698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2009/03/experiencia-de-68.html' title='A Experiência de 68'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-8733146910460344049</id><published>2009-03-24T08:06:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T08:56:03.189-07:00</updated><title type='text'>Hoje pela Manhã - Três Aforismos</title><content type='html'>Não vejo como conciliar espírito juvenil e planejamento. O que um tem de mais impetuoso, e por isso de certa ótica saudável, pois é a vida se arremessando à ela mesma e ao mundo, querendo estar e entender tudo o que a cerca, o outro tem de mais intimidador, pois é a presença anterior do futuro, a lembrança de que o gratuitismo e a vontade pura de poder nos desviará de uma ordem que é a nossa vida enquanto segurança. A geração 00 é o auge da segurança, o que também significa ser o auge dessa conciliação improvável, na qual o planejamento acaba por se sobrepor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                       *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um curso de graduação em Filosofia é um atentado contra ela mesma. Na obrigatoriedade de um estudo concentrado, ou o aluno consegue desprender-se de todos os conteúdos e os transforma em informação, em mera imagem para trazê-los para si, o que nada tem a ver com uma vontade de entendimento, ou ele tenta absorver tudo numa atitude engajada e se sufoca. Sobra então ou um estruturalista, apenas alguém que lida com fatos sem ativá-los, sem saber deles a coesão consigo e com o mundo, ou um fugitivo, alguém que teve no ambiente universitário a sensação de inserir-se e ganhar intimidade com o que há de filosófico, mas escapou antes que este mesmo ambiente lhe desse o oposto. A Filosofia precisa de tempo. Nunca nela pode haver um prazo de entendimento. Não que eu faça disso uma apologia ao que não é rigor, pois claro que também é necessário para a atitude filosófica uma disciplina e um esforço para além do desejo, mas uma defesa de um rigor que se defina naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada parece mais infantil do que descrever uma tristeza sem fundamento algum, efeito de uma causa difícil. A mesma tristeza de quem ao chegar em casa tem almoço com quatro porções e uma cama para se deitar. A mesma de quem não perdeu ninguém próximo e tem até uma moça bonita para se aninhar quando a tarde é longa. A de quem possui fotos antigas e em nenhuma delas via um sinal do que não fosse transbordamento. E o triste, como toda criança, queria tentar explicar-se, mas ele ainda não aprendeu todas as palavras e o outro é sempre o adulto, o grande adulto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-8733146910460344049?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/8733146910460344049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=8733146910460344049' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8733146910460344049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8733146910460344049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2009/03/aforismos-de-segunda.html' title='Hoje pela Manhã - Três Aforismos'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-8287408614216236822</id><published>2008-09-30T10:47:00.001-07:00</published><updated>2008-09-30T11:37:45.116-07:00</updated><title type='text'>o velho revolucionário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;font-size:130%;" &gt; A imagem do revolucionário de esquerda não é mais nem uma questão de discordância, mas de alusão irônica. Vê-se pelo discurso da maioria, e digo por maioria a classe média universitária, que sempre foi quadro-base dos movimento políticos, uma ojeriza aos que insistem numa revolução vermelha, por considerá-los fadados ao radicalismo infantil e à velharia. E têm razão. O revolucionário comunista de agora ainda tem os mesmos tiques dos anos 60 e sem a imaginação &amp;amp; a vontade inovadora pregada pela manifestação francesa de 68. Caetano Veloso já criticava isso desde lá, quando percebeu cara-a-cara um conservadorismo da esquerda e cantou a máxima "é proibido proibir". Essa frase não era só para a ditadura, mas também para a juventude militante que queria rigidez na causa. Pois se era conservadora naquela época, hoje, com o mesmo comportamento, é simplesmente deslocada.&lt;br /&gt;  Sim, somos todos, pelo menos os que comungam com um certo brio sentimental, que o capitalismo é um sistema desesperador, mas o comunismo não tem mais força de motivação para nos fazer lutar contra ele com as armas de antes. A sensação é de derrota. Além da dificuldade astrônomica de tomar um poder (seria necessário. a estrutura de agora não comporta uma revolução branda), as chances de sobrevivência seriam quase nulas em um mundo onde as economias se intercalam fervorosamente e não há muitas interferências estatais - um estado comunista não duraria mais que o tempo de sua auto-suficiência. Mas complexidade de ação nunca foi barreira para movimentos juvenis, o que sepulta mesmo é a anulação de sentimento de causa. Sem sensação, acabou. Não há vontade, não há corpo de revolução que funcione.&lt;br /&gt;Das duas uma: ou se renova a idéia comunista com outra vibração, o que não foi feito em quarenta anos e quando a revolução parecia mais tangível, ou se cria um novo jeito de engajar-se contra o sistema posto. E o que seria esse último? Um revolucionário com as possibilidades e as motivações do nosso tempo, planejando os caminhos de salvar o mundo que nos façam sentido, que nos toquem ambiciosamente para frente, não apenas racionalmente para a dispersão. É preciso imaginar como seria ele. Perceber, não inventar, o revolucionário desse instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-8287408614216236822?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/8287408614216236822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=8287408614216236822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8287408614216236822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8287408614216236822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/09/o-velho-revolucionrio.html' title='o velho revolucionário'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-9174375692136652910</id><published>2008-06-19T07:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T07:27:31.675-07:00</updated><title type='text'>Literatura de Entranhamento II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu quero a literatura de imponência, não a de esmoladores indecentes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; como a atual brasileira, em sua maioria. Não vou ler mais nada por apadrinhamento, por&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; por companheirismo, por notícia. Não vou dar mais vazão à literatura do minguado-proposital, que estraga a potência de nossa arte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora é tudo na base de quem merece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Quem se atrever  que ao menos tente se igualar a Dostoievski, Borges e João&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Cabral de Melo Neto. É preciso contribuir, não inchar.&lt;br /&gt;O tempo do café-com-leite acabou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-9174375692136652910?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/9174375692136652910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=9174375692136652910' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/9174375692136652910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/9174375692136652910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/06/literatura-de-entranhamento-ii.html' title='Literatura de Entranhamento II'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-6024423957710368033</id><published>2008-06-11T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T09:31:32.909-07:00</updated><title type='text'>Literatura de Entranhamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por que estar atualizado nas letras, acompanhar exatamente cada um que se lança aqui &amp;amp; agora? Por que estar hoje à noite no evento da Braskem, comprar três livros de três novíssimos autores? Às vezes, como nesse instante, me soa uma obsessão banal, mais focada no puro andamento do que acontece do que a verdadeira preocupação com a feitura de nossos escritos. Pode vir para o bem, a garimpagem pode encontrar alguém que se engaje genuinamente no que faz, mas acaba que tentar demais catar o presente é dar atenção e valor a quem não merece. Para mim, uns 80% dos autores brasileiros de agora não fazem nem a metade do caminho do que seria, como posso chamar, a Literatura de Entranhamento. Nem parecem, na verdade, dispostos a superar isso. Preferem a coisa fácil, miúda, fazer uns trocadilhos. Preferem saber se escrevem bem, estilisticamente bem e só. Preocupações tolas, como se vai polemizar, se se vai agradar, se vai romper um novo tratamento de linguagem. Isso é o que há de mais fraco na literatura, é o que menos importa. A literatura é feita por pulsão de vida, e a vida é um absurdo, caralho, como é um absurdo estar vivendo, mas mesmo assim os novos autores parecem que escrevem como se ela já fosse comum. Leio e sinto apenas a textura do papel do livro, o baile das palavras, mas não como é completo o absurdo de estar aqui, de ter passado do microcosmo inválido para a célula, de então respirar, me alimentar, querer alguém do meu lado, ter crises e rumar invariavelmente para a morte. Escrevem como se não fossem morrer. O escritor que enalteço não, sabe bem o tamanho da morte que lhe virá e mesmo assim escreve. E esse, o Grande Escritor, como tantos, e citar nomes pode até soar como uma comparação falaciosa aos novos executores das letras, não escreve apenas para seus pares, não se diverte como quem solta confetes ao fazer o que faz, não fala apenas sobre o "cotidiano" ou um genérico de "condição humana" (quase todas as orelhas citam essas duas palavras? é, talvez não saibam muito bem do que falar), mas é aquele que descerá ao purgatório, ao inferno, numa missão dantesca, até achar a beleza de sua musa ao lado do trono eterno. Vai caminhar, entender-se, escrever, como quem não separa nada disso, como se tudo fosse a mesma matéria maciça de viver, e, principalmente, como quem escuta o tic tac da bomba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-6024423957710368033?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/6024423957710368033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=6024423957710368033' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6024423957710368033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6024423957710368033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/06/literatura-de-entranhamento.html' title='Literatura de Entranhamento'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-1106931622047850069</id><published>2008-06-07T14:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T14:17:15.156-07:00</updated><title type='text'>O Entendimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.fluctuat.net/articles/IMG/magritte-modele-rouge-detai.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.fluctuat.net/articles/IMG/magritte-modele-rouge-detai.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Às vezes, alguma pessoa ou livro me faz redescobrir o não em mim. O não, você ainda não está pronto, o não, você não entende tanto quanto gostaria. E vejo que meu entendimento nada mais é que alguns punhados de referências, palavras-chaves ditas em momentos oportunos, conhecimentos que não sabem se conectar uns com os outros senão grosseiramente. É pegar um entendimento meu, aproximar com zoom e ver que em vários pontos as tessituras estão sem elos, que as lacunas são vergonhosas, que são várias manchas num pano branco, sem unidade. Mas isso de maneira alguma me aflige ou me promove uma piedade de mim mesmo. Dá sim uma força imensa, uma vontade de poder, um sentido de vida que quer ser vivida para empreender os laços que faltam. E é imprescindível buscar tudo ao redor para entender – a História, as Artes, a Filosofia, as conversas de bar, as tonalidades do amanhecer. Entender é notar como se mover a si próprio por entre as coisas, é saber se posicionar na ordem de todos os outros movimentos existentes. A metade do eu de um homem é o mundo inteiro. Se ele quer se entender, que entenda todo o resto.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Já dizia o "conhece-te a ti mesmo" do helenismo, que não é só um saiba quem você é, mas um saiba qual o seu lugar no cosmos, enquanto homem. Que segue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-1106931622047850069?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/1106931622047850069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=1106931622047850069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/1106931622047850069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/1106931622047850069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/06/o-entendimento.html' title='O Entendimento'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-8972392840104723773</id><published>2008-06-01T14:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T17:02:07.778-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativas'/><title type='text'>Alonso Delbero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;Alonso Delbero era meu tio-avô, porque se fez irmão do pai do meu pai. Além de meu tio-avô, Alonso era médico-clínico, porque batia com martelo em um joelho para ouvir dizerem “33”, ou quase isso. Além de médico-clínico, ele era escritor. Porque não se sabe, mas também não se discute. Era o escritor da família e realizavam glamorosos brindes em homenagem. Nunca publicou uma nota além de duas ou três crônicas num jornal de quarenta anos pra trás, que nem mesmo ele guardou os recortes. E foi só numa conversa de canto de festa que Alonso revelou a mim sua intenção literária: um escritor nunca-lido é sempre um escritor agraciado pelo infinito de possibilidades, sua obra é sempre um “seria” que pode acoplar qualquer-coisa, inclusive o sublime. Bem melhor ser talvez um gênio do que um convicto fracasso.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;- Me diz aí, tio, uma frasezinha que seja... feita por você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;- Só entre nós, viu? Não vá contar por outros cantos – pigarreou antes de falar – Meu melhor verso é:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;Aproveitou o ruído de um prato que se quebrava no meio da sala e o meu virar de rosto automático para escapar e entrar no banheiro de visitas. O infarto em cima da privada foi instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;homenagem a tantas autoridades a quem nos referimos com saliva e gosto bom na boca, sem ao menos colocá-las contra a parede uma vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-8972392840104723773?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/8972392840104723773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=8972392840104723773' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8972392840104723773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/8972392840104723773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/06/alonso-delbero.html' title='Alonso Delbero'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-2037089298512927451</id><published>2008-05-28T19:13:00.001-07:00</published><updated>2008-05-28T19:17:36.916-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tgfFPWx5Rok/SD4Rtmhg3sI/AAAAAAAAAD8/vY0QKrGnN1M/s1600-h/rene-magritte-os+amantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tgfFPWx5Rok/SD4Rtmhg3sI/AAAAAAAAAD8/vY0QKrGnN1M/s400/rene-magritte-os+amantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205617694419771074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Eu não me apaixono por ninguém, é só alguém que se aproveita da paixão que tenho sempre.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-2037089298512927451?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/2037089298512927451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=2037089298512927451' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2037089298512927451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2037089298512927451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/05/eu-no-me-apaixono-por-ningum-s-algum.html' title=''/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tgfFPWx5Rok/SD4Rtmhg3sI/AAAAAAAAAD8/vY0QKrGnN1M/s72-c/rene-magritte-os+amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-4635362283646508308</id><published>2008-05-24T14:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T14:52:41.755-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativas'/><title type='text'>Fogo na Noite</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Tirou a tomada e a encaixou de volta, testou a posição do fio, apertou o botão de ligar vezes e vezes até se aborrecer e desistir. Xingou o pisca-pisca da árvore, querendo que o povo todo de Tawaian morresse. Falando em morrer, lembrou do cigarro solto no bolso e o acendeu. É. Primeira noite de Natal sozinho. Nem namoradinha de duas semanas, nem cachorro chamado Chico. Mãe no interior, pai sepultado, irmão em Santiago de Compostela. Um desastre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com a azia no peito, achou melhor acabar logo a noite. Cobriu a comida de cima da mesa e pensou que talvez no café comeria um pão com queijo cuia. Apanhou as velas vermelhas do jantar e as manejou em círculo, rodeando a árvore e suas bolas prateadas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Xingou mais uma vez o pisca-pisca defeituoso enquanto acendia os pavios com a brasa do cigarro. Era bom assim, essa luz mesmo que improvisada, essa sensação de festejo como em todos os outros vinte e três Natais. Soltou um quase-sorriso, apagou o filtro no chão e foi-se deitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Duas horas depois, sob o calor macio das chamas, as bolas prateadas começaram um chacoalho, um barulho vivo, como se em cada uma delas alguém as tocasse pelo lado interno. E na mais baixa, a superfície esférica se rompeu em inúmeras rachaduras, assim como pouco a pouco aconteceu nas outras. De dentro, suspendeu-se uma patinha marrom, em seguida uma cabeça de olhos fechados e um tronco pegajoso e pernas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em minutos, os filhotes de rena já estavam enfileirados no parapeito da janela da sala. Voaram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;conto publicado no Caderno Dez!, em 25/12/07. Natal gostosinho foi aquele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-4635362283646508308?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/4635362283646508308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=4635362283646508308' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/4635362283646508308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/4635362283646508308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/05/fogo-na-noite.html' title='Fogo na Noite'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-2571591030226889960</id><published>2008-05-18T19:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T14:26:28.024-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narrativas'/><title type='text'>Recomendações Botânicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:trebuchet ms;font-size:11;"  &gt;Quando for à feira, nunca aceite as sementes de uma mulher com flores costuradas no vestido. Ela vai querer segurar seu punho e lhe colocar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;cinco sementes no seu bolso. Recuse-as, jogue-as no chão e as pise, se puder. Mas não cogite levá-las para casa, mesmo que a mulher insista e você queira livrar-se logo dela. E caso você aceite as sementes, não as plante em seu quintal. Mesmo que já esteja ali no seu bolso e a terra tão fofa, tão fértil esteja ali tão sua como também para as suas vontades. E se não vir mal nenhum em cavar um pequeno buraco entre as outras flores, em guardar as sementes na terra, em tapar novamente o buraco e sair satisfeito, não regue. Passe com a água em todos os cantos, menos naquele pedaço em que você introduziu as sementes. E se você regar, arranque as primeiras folhas que aparecerem. E se você não arrancar e deixar simplesmente as sementes brotarem, não apareça mais por seu quintal. Pois lá haverá o que surgiu: um duende, só com o tronco, os braços e a cabeça para a superfície, com a altura de uma mão aberta. Ele bate os dentes uns nos outros o tempo todo para exercitar, move as articulações com um som que assustaria qualquer coração e arremessa punhados de terra para os lados quando se entedia. O duende fica apenas à espera da hora em que você virá regar as plantas. E se você for, assobiando uma melodia antiga com a mangueira de borracha na mão, sentirá, enfim, uma mordida em seu tornozelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-2571591030226889960?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/2571591030226889960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=2571591030226889960' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2571591030226889960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/2571591030226889960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/05/recomendaes-botnicas.html' title='Recomendações Botânicas'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5361433522465023577.post-6491120667996258240</id><published>2008-05-18T18:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T14:54:32.946-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prévia'/><title type='text'>Não Mostrar para Mostrar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que Escrever e Não Mostrar&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para voltar a si mesmo e aprender quais as frases que se quer de verdade dizer, independente de qualquer público, reação, engrandecimento social. Para entender o que é criar como se não houvesse mais ninguém esperando. Esse é o maior exercício, que eu peno pra passar: permitir que o mundo só volte a existir no instante em que a história está pronta. Então sim os vivos, então sim os outros olhos. Engavetar para ser ao máximo e aos poucos mostrando, testando se você ainda agüenta manter o que é. Agüento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que Escrever e Mostrar&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não quisesse um mínimo de leitores para as minhas narrativas, nem quefosse apenas eu mesmo mais envelhecido, lendo no futuro e gostando de me retomar, não escreveria numa linguagem compreensível. Picharia os meus sinais no caderno, desenharia bonecos de palito sem falas, porque eu já saberia as falas na minha cabeça e não cometeria a redundância de repeti-las no papel. Eu contaria a história a mim mesmo, sentado na varanda. Depois entraria para a sala com um sorriso de leitor, guardando a minha história numa estante de minhas memórias, que qualquer dia poderia simplesmente desvanecer e levar tudo o que carregava. E faria diferença a alguém se minhas histórias sumissem? Talvez não, mas eu não sei o que realmente faz diferença, que não seja comida, água e teto. Nós criamos coisas extras para tomarem corpo de importância, apenas criamos, até que elas verdadeiramente o tomam. Esse é o meu laço com a escrita: um dia eu defini que é esse um rumo, e não ri, não titubiei, não perguntei se podia - acreditei.&lt;br /&gt;Quando eu escrevo, eu ponho representações próprias de realidade numa linguagem de todos e não mais na minha (e quando eu penso, eu quase não preciso dessas palavras. as palavras vêm sempre depois que o pensamento se forma), o que pressupõe que muitas outras pessoas podem codificar o que ali está dito, puxar essas representações para si e sentir um pouco de outra coisa que não são elas mesmas.  Porque aí está um dos sentidos da literatura, e das artes enfim: fazer com que uma pessoa sinta como é ser outra, e nessa pulsação, nesse vislumbre do que existe e não é si, perca o fanatismo e a covardia de tiranizar, desprezar e assassinar. Nesse caso, até o que eu escrevo serve. Posso não ter uma verdade grandiosa, um futuro promissor, uma prosa que valha algum trocado, mas tento mostrar como é ser um outro alguém que sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5361433522465023577-6491120667996258240?l=dedosnasbordas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/feeds/6491120667996258240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5361433522465023577&amp;postID=6491120667996258240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6491120667996258240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5361433522465023577/posts/default/6491120667996258240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dedosnasbordas.blogspot.com/2008/05/no-mostrar-para-mostrar.html' title='Não Mostrar para Mostrar'/><author><name>Saulo Dourado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17485181134789639832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-8zutrcZKgNs/Tu4xSbZrlcI/AAAAAAAAAJo/dCOYVdTpMrI/s220/DSC00086.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
